Empatia: O meu mundo pode ser o seu?

Empatia: O meu mundo pode ser o seu?

Moda: tá aí uma coisa que não sou muito chegada, mas quando se trata de situações, sentimentos e principalmente atitudes, eu concordo que elas virem tendência. Tantas palavras têm feito parte do nosso cotidiano ultimamente. Algumas a gente nem sabe o real significado e enche a boca pra falar, mas praticar que é bom… Uma delas é a tal da “empatia”.

Com origem no termo em grego empatheia, que significava “paixão”, a empatia pressupõe uma comunicação afetiva com outra pessoa. Ela é um dos fundamentos da identificação e compreensão psicológica de outros indivíduos. Definição bem bonita, não é mesmo? Mas e na vida real?

Empatia significa a capacidade psicológica de compreender sentimentos e emoções, procurando experimentar de forma objetiva e racional o que sente o outro indivíduo.

A lógica é tentar se colocar no lugar do outro.

Tá aí uma coisa que eu gostaria de ver se tornar, não só “modinha”, mas uma característica da nossa sociedade que anda tão precária emocionalmente.

Em uma sociedade individualista e egoísta como a nossa, tornou-se cada vez mais difícil encontrar pessoas empáticas. Cada um pensa na sua realização pessoal e na resolução exclusivamente dos seus problemas. Dessa forma até esquecemos que as outras pessoas também têm problemas. Elas também sentem dor, também ficam tristes e também precisam de ajuda. A gente esquece que as pessoas têm um mundo particular, uma história peculiar e que reagem às situações da forma que sabem e através das experiências que possuem.

Por isso que a dor que pra você pode parecer “pequena”, para o outro pode ser a “maior dor”. Cada um vê o mundo, as pessoas, os problemas, as dificuldades da forma que consegue. E não cabe a ninguém julgar isso.




Acredito que empatia também seja o não julgamento.

Porque na verdade ninguém tem que achar nada a respeito das suas dores, ninguém tem que opinar em nada, porque quando doeu só você sentiu, e com certeza o lugar do outro é o lugar mais difícil de estar no mundo.

A empatia é meio que ser invadido por um corpo estranho, é uma permissão que damos a alguém para sentirmos sua dor, seu sofrimento. É um canal para desvendarmos um mundo novo colocado bem na nossa frente. São pensamentos diferentes dos seus, sentimentos diferentes dos seus, percepções diferentes das suas… Mas é uma forma de amor genuína que te faz partilhar do caminho de outra pessoa, de sua história, de sua jornada, que muitas vezes é tão contrária da sua.

O outro lado da moeda também conta! Precisamos também de pessoas capazes de mostrar suas feridas e suas fraquezas. Mostrar seus medos, para que todos percebam que ninguém está sozinho e que cada um enfrenta batalhas, talvez diferentes batalhas, mas todos estamos travando guerras. Não é vergonha nenhuma pedir ajuda, vergonha nenhuma dizer que está triste ou que sente angústia. Não é errado precisarmos das outras pessoas, não precisamos ser fortes sempre. A vulnerabilidade também deveria entrar na moda como uma das palavras tão pronunciadas ultimamente.

A empatia é como ter um coração pra descansar suas dores, suas derrotas, seus tropeços. É saber que alguém poderia, nem que por alguns instantes, viver a nossa história, construir a nossa jornada. Têm aquela velha história de que a vida nos prepara para o muito, mas choramos por tão pouco. Mas o que é pouco? Pouco pra mim? Pouco pra você? Pouco para quem afinal?

O seu pouco pode ser o meu muito.

O seu problema pode ser minha solução. A sua fraqueza pode ser meu ponto forte. A sua dor pode ser minha coragem… E a minha dor?

Ser empático não se restringe às pessoas que conhecemos, mas principalmente aos desconhecidos. Talvez isso explique o engajamento de tantas pessoas em causas humanitárias, em campanhas de arrecadação de alimento ou roupas por exemplo. Mas e por que não começar a enxergar quem está próximo, perto da gente? A empatia precisa começar dentro da nossa casa, nos nossos relacionamentos, nos ambientes em que frequentamos, na vida que vivemos e não na que queremos que as pessoas pensem que vivemos.

Por fim eu acho que a empatia é como um músculo que precisamos exercitar todos os dias para que ele fique ainda mais forte. Com o passar dos anos e dos danos a gente aprende a olhar o outro como sendo a gente mesmo. A gente aprende a olhar o coração do outro como sendo o nosso mesmo. A gente aprende a olhar a história do outro como sendo um pouco a nossa, o mundo do outro como sendo o nosso.

Finalmente a gente entende as coisas boas que nunca devem sair da vitrine ou do nosso armário e, por que não do nosso coração?!


Deixe sua opinião, conte sua história ou seu desabafo nos comentários abaixo, vou respondê-los com todo carinho, afinal de contas todos nós temos nossas dores e doçuras emocionais <3

Então se você gostou desse texto da Gisele Ribeiro, deixe seu comentário <3 Enfim, tenho certeza que você vai AMAR esse texto também: Eu mereço uma nova chance

Eu também sou colunista de outros blogs, dá um pulinho lá para conferir textos ainda mais lindos: Superela /  Recalculando a Rota.

Gisele Ribeiro

Gisele Ribeiro, Gaúcha - Gremista - Escorpiana. Jornalista e Relações Públicas, mora em Caxias do Sul, RS. Apaixonada por livros, música, poesia, chimarrão e cachorro. As coisas simples a encantam e as palavras a transborda.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *